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Qual foi a última vez que você chorou de alegria?

A princípio, pode parecer uma pergunta rasa e sem sentido. Mas, pense bem.

 

Não estou falando daquele “parabéns”, daquele “parabéns!” e nem mesmo daquele “parabéeeens, fulano!!!!!”. Estou falando daquele abraço apertado, daquele sorriso sincero e daquela lágrima que escorre de emoção.

Diariamente, um médico salva a vida de um paciente no último segundo. Um empreendedor fecha aquele tão esperado e suado contrato. E um professor finalmente vê o sorriso de uma criança ao acertar uma conta de matemática.

Diariamente, porém, mesmo em momentos como esses não nos comportamos como verdadeiros humanos. O médico não se envolve (e deixa de comemorar com a família do paciente), o empreendedor se resguarda (e deixa de comemorar com toda a sua equipe) e o professor se afasta (muitas vezes com um ar superior).

Se isso não acontece com você, ou você nunca viu ocorrer, pare esse texto por aqui. Dê graças a Deus, abrace pessoas próximas e continue vivendo a sua vida.

 

Escrevi esse texto para pessoas que, assim como eu, viveram situações como essa e pensaram: “por que?”. Por que o médico não se envolve? Por que o empreendedor não compartilha? Por que o professor não se une?

Decidi focar nessas três classes porque foram nelas que vivi as tais situações. Mas, claro, existem outras e não quero dizer com isso que elas são as três principais ou que são as três onde mais ocorre esse tipo de coisa.

Vi um médico virar para minha família e falar com mais ou menos essas palavras sobre o estado clínico de meu avô: “Ele está vivo”. Logo em seguida, de cara fechada, virar as costas e sair.

Vi um empreendedor fechar um grande contrato, sentar na cadeira e voltar para o computador. Em silêncio, mesmo com toda a sua equipe em volta.

Vi um professor (de mestrado) explicar um assunto extremamente complexo sobre uma certa teoria para a sala inteira e, quando finalmente todo mundo pareceu entender, ele fechar a cara e dar intervalo (15 minutos antes da hora)

Entendo que o dia a dia das pessoas cada vez mais se torna estressante e competitivo, mas, será mesmo que precisamos nos tornar seres tão robóticos? Será que precisamos mesmo dessa distância entre nos?

Fico pensando no que vai acontecer quando a inteligência artificial, a internet das coisas e tantas outras tendências tecnológicas finalmente se tornarem uma realidade natural do nosso dia a dia. Será que vai nos distanciar ainda mais? Ou será o “boom” que precisamos para voltar a nos dar valor como seres humanos que vivem em sociedade?

Enquanto isso, olhe para seus colegas de trabalho e pense bem se são essas as pessoas que você realmente quer passar 1/3 de seu dia. Olhe para sua família e imagine como seria se eles não estivessem ali amanhã. Olhe para seus amigos e lembre dos momentos incríveis que vocês viveram juntos.

 

Se não der vontade de abraçar, sorrir ou chorar, olhe de novo. Pense de novo. Viva de novo.

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"Alguém cuja curiosidade insaciável trabalha duro para atingir um viés criador"

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